(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento)
(não há morte para o vento
não há morte)
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão
Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre
Manuel Freire
O sonho tem muitas formas de se cumprir
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Livre (não há machado que corte)
Posted in estendal da arte, com etiqueta manifestação professores, Manuel Freire on Janeiro 20, 2009 | Leave a Comment »
Aurora boreal
Posted in Uncategorized, com etiqueta António Gedeão on Outubro 25, 2008 | Leave a Comment »
Aurora boreal
Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra [...]
Sem princípio, sem fim, sem medida…
Posted in estendal da arte, com etiqueta O Tempo, Olavo Bilac on Julho 24, 2008 | 1 Comentário »
O Tempo
Olavo Bilac
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os [...]
Ser
Posted in desenho, com etiqueta rostos on Junho 19, 2008 | 1 Comentário »
VERBO SER
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: [...]
A Arte de Ser Feliz
Posted in Uncategorized, com etiqueta Cecília Meireles on Abril 29, 2008 | 1 Comentário »
A Arte de Ser Feliz
Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio,
ia atirando [...]
Quando eu era menino…
Posted in Uncategorized on Fevereiro 25, 2008 | 1 Comentário »
EU PENSAVA QUE A TERRA REMENDAVA COM O CÉU
No meu pensamento de antigamente,
Quando eu era menino,
O mundo, eu pensava
Que era que nem tocaia,
A terra remendava com o céu.
O sol,
Eu pensava que eram muitos,
Passando dias e dias.
A noite,
Eu pensava que era que nem fumaça,
Porque quando o sol ia embora,
A noite vinha cobrir o mundo.
O [...]
Menino
Posted in Uncategorized on Janeiro 7, 2008 | 1 Comentário »
País Longínquo
O meu sofrimento
É simples
Tal como para cuidar de um animal de um país longínquo
Não é necessário um tratador.
A minha poesia
É simples
Tal como para ler uma carta de um país longínquo
Não são necessárias lágrimas
As minhas alegrias e penas
Ainda são mais simples
Tal como para matar um homem de um país longínquo
Não são necessárias [...]
A paz, o pão…
Posted in Uncategorized on Dezembro 26, 2007 | 1 Comentário »
Liberdade
Sérgio Godinho
Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se [...]
Instrumentos de Trabalho
Posted in Uncategorized on Dezembro 1, 2007 | 1 Comentário »
“Pequenos Deuses Caseiros” – Poema da autoria de Sidónio Muralha e música de Manuel Freire.
Pequenos deuses caseiros
que brincais aos temporais,
passam-se os dias, semanas,
os meses e os anos
e vós jogais, jogais
o jogo dos tiranos.
Pequenos deuses caseiros
cantai cantigas macias
tomai vossa morfina,
perdulai vossos dinheiros
derramai a vossa raiva
gozai vossas tiranias,
pequenos deuses caseiros.
Erguei vossos castelos
elegei vossos senhores
espancai vossos criados,
violai [...]
Ou isto ou aquilo
Posted in Uncategorized on Novembro 25, 2007 | Leave a Comment »
Ou isto ou aquilo
Ou se tem chuva e não se tem sol,
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É [...]
É possível ser livre.
Posted in Uncategorized, com etiqueta Manuel Alegre on Outubro 11, 2007 | 2 Comentários »
Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece [...]
Liberdade
Posted in Uncategorized on Setembro 28, 2007 | 2 Comentários »
LIBERDADE
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa…
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa [...]
Porta amarela.
Posted in Uncategorized on Setembro 12, 2007 | 1 Comentário »
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa . . .)
Que [...]
Brinca no mundo da imaginação…
Posted in Uncategorized on Setembro 5, 2007 | Leave a Comment »
Pedagogia
Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende…
A vida compra e vende
A perdição,
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!
Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!
Miguel Torga
O menino e o burrinho.
Posted in Uncategorized on Setembro 3, 2007 | 1 Comentário »
O MENINO AZUL
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
- de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que [...]
Tapete de flores…
Posted in Uncategorized on Agosto 9, 2007 | 1 Comentário »
Sonho colorido…
Posted in Uncategorized on Agosto 4, 2007 | 2 Comentários »
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei - Fernando Pessoa
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.


